Empresa líder no sector da engenharia de redes de telecomunicações em França, a Constructel integra a Visabeira Global e actua nos mercados de telecomunicações e energia.
Com todos os adjectivos que se possa relacionar, de imediato, à sua juventude, a empresa enfrenta desafios, cresce e vinga no mercado Francês.
Em entrevista ao colega de trabalho Bruno Couturier, procurei compreender melhor o enquadramento da mesma no tempo e no espaço.
Bruno Couturier (BC) tem 48 anos é responsável pelo controlo dos contratos do cliente France Telecom e empregado da Constructel desde Agosto de 2007.
Artemisa Santos para a Visão Contacto (VC) - O que pensa da evolução da empresa no período compreendido entre a sua entrada e os dias de hoje?
BC - Na altura tratava-se de uma empresa muito pequena, com poucos funcionários. Hoje é um dos principais fornecedores da FT e tem o seu trabalho reconhecido. Por isso, afirmo que a evolução foi enorme.
VC - Se tivesse de fazer uma avaliação SWOT à Constructel, como descreveria a empresa?
BC - Eu apontaria como principais forças a capacidade de adaptação, uma boa e clara visão do futuro e o facto de ser uma empresa jovem e enérgica.
Em relação às fraquezas, que aliás, prefiro encarar como pontos a melhorar, citaria a forte dependência face à FT e o perigo de, de alguma forma deixar-se levar pelo sucesso e perder o foco. Mesmo assim, creio que há um ano essas preocupações faziam mais sentido. Temos vivido uma evolução positiva.
Quanto às oportunidades, acredito que poderíamos desenvolver mais a área da electricidade uma vez que também já trabalhámos com algumas empresas da área, designadamente, a SPIE e a CEGELEC. Também sugiro uma maior colaboração com as autoridades locais e, ainda, começar a trabalhar com telemóveis tendo em conta que até à data temo-nos apenas focado na rede fixa.
Já estamos bem colocados no mercado local e enfrentamos toda a concorrência, pelo que, não penso que as empresas já existentes constituam uma ameaça à Constructel. Acredito que devemos estar atentos ao aparecimento de novas empresas que, eventualmente, possam fazer ofertas melhores que as nossas.
VC - Como encara a parceria estabelecida com a AICEP no sentido de trazer estagiários para o núcleo?
BC - Muito positivo. Repare que a Constructel é uma empresa de cultura mista e do meu ponto de vista, estamos perante uma troca útil, uma vez que, ao mesmo tempo que investe em capital humano, o grupo Visabeira participa na oferta de uma oportunidade internacional aos jovens portugueses.